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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Roda de Prosa


Roda de Prosa
Upload feito originalmente por Jonas Banhos
Em Crixás-GO, uma roda de prosa com Mestre Severo, do Grupo de Catira de Crixás para ouvir e aprender sobre a Folia do Divino Espírito Santo, tradição levada adiante pelo Mestre e seus foliões.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Homologado o resultado do Prêmio Tuxaua Cultura Viva 2010

O Ministério da Cultura publicou no Diário Oficial da União de hoje, 21/12/2010, a homologação do resultado do Edital do Prêmio Tuxaua 2010. São 45 premiados de todo o Brasil. Conheça os projetos:

http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=21/12/2010&jornal=1&pagina=42&totalArquivos=152

Agora aguardamos com fé e alegria o pagamento do prêmio para iniciar nossas mochiladas culturais com a Trupe Cultura Viva pelas 16 comunidades tradicionais/rurais do Oiapoque ao Chuí.

Jonas Banhos

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Nossa Trupe Cultura Viva. Junte-se a nós!!!

Somos seres humanos que acreditamos no amor, na vida, na força da natureza , nas pessoas, na arte e, sobretudo, que um outro mundo é possivel, urgente e necessário. Um mundo em que a justiça e a inclusão social prevaleça; que a ética seja mais importante que a estética; que a alegria e a arte estejam em todo lugar; que para cada bar, haja uma biblioteca; que a diversidade étnica, cultural, sexual, religiosa seja celebrada e aceita por tod@s nós; que crianças, adolescentes e jovens tenham oportunidades iguais, sejam eles ricos ou pobres, viventes em cidades ou na zona rural; que nossos idosos sejam respeitados, reconhecidos , vistos e escutados pelas novas gerações, porque guardam a experiência e a sabedoria herdadas de nossos antepassados.

Cada um de nós da Trupe Cultura Viva fazia sua parte, do seu jeito, neste mundão de possibilidades em busca do bem comum, em alguma parte da NossaCasa. Uma, no Pará e no Amapá; outro no Ceará e em Brasilia; uma pelo Piaui e Paraná; outro em São Paulo e na África. Um dia, nossos destinos e nossas energias cósmicas encontraram-se à beira do Rio Amazonas, no norte do Brasil, e começamos a percorrer por fora os caminhos que há por dentro... Reconhecendo por dentro os caminhos que percorremos por fora!

Juntos e bem misturados, dedicamo-nos voluntária e amorosamente a ajudar a construir um mundo utópico, sonhado, livre, simples. Para tanto, oferecemos nossas vidas à arte transformadora, à educação popular, à comunicação livre, à cultura popular, às comunidades rurais/tradicionais e das periferias das cidades. Vivemos de doações,
de gentilezas, de solidariedade e de muita poesia. Somos o Movimento NossaCasa de Cultura e Cidadania: político, combativo, criativo, revolucionário e sempre apartidário. Formamos a Trupe Cultura Viva. ARTiculamos, mobilizamos, agitamos e animamos as comunidades, desde 2008, para que busquem pelas suas próprias pernas, no seu tempo e de seu jeito, a melhoria de sua qualidade de vida, por meio da leitura de mundo, da Cultura Viva.

Em 2010, esse jeito simples de ser, de viver e de fazer foi reconhecido pelo Ministério da Cultura, por meio da concessão do Prêmio Tuxaua Cultura Viva ao nosso “Projeto Mochileiro Tuxaua Cultura Viva – Do Oiapoque ao Chui”. Graças a isso e ao apoio de diversos parceiros locais(como a FUNCARTEMM de Ourém/PA, entidade-âncora do Movimento NossaCasa) colocaremos nossas mochilas nas costas e pegaremos as estradas e caminhos de céu, de asfalto, de terra, d’água e de pedras. Circularemos, na paz e com amor, a partir de fevereiro/2011, por 16 (dezesseis) comunidades deste Brasilzão, para continuar trocando saberes, cheiros, sabores, dizeres e fazeres, numa verdadeira Pororoca Cultural. Afinal, tudo que há em nós nunca existiu só para nos pertencer.

Somos do bem, da vida, das vidas, de vidas, das indas e vindas por essa NossaCasa chamada mundo. Do Oiapoque ao Chui, catadadores de conchinhas e semeadores de boas sementes neste planetinha girante de nosso Deus, de Oxalá, dos Santos e Orixás, de nossos ancestrais. Somos tod@s buscadores do intangível e da troca constante na fundamental ampliação das relações humanas e na promoção de sorrisos e sonhos em todas as comunidades por onde passamos, onde habitam gentes esquecidas e encobertas.

Sabemos que não somos mais que uma gota de luz e que somos um breve pulsar...E que do Oiapoque ao Chui, passando pelo Piauí, o que se vê é multiplicidade. Planeta Brasil: O mundo todo cabe aqui. E as diferenças são a nossa identidade!!!

Portanto, assim giramos, seguimos... Certos de que infinitas são as possibilidades quando o que buscamos (fazer) faz parte do que somos. Giros e girassóis. Muita luz, fé, mística e ecoespiritualidade para todos nós, sempre!!!

Venha, junte-se a nós nesta caminhada!!!Ajude-nos a massagear e desesconder os pontos de cultura do Brasilzão, afinal, essa ciranda não é só minha, ela é de todos nós!!!

Abraços fraternos, dos amig@s Edson Alves, Jonas Banhos, Laila Caddah e Rita de Cácia.

Contatos:
Jonas Banhos
jonasbanhosap@gmail.com
(91) 8312 8015 – TIM Belém/PA
(61) 3208 5555 – Fixo Brasilia/DF

Rita de Cácia
(96) 9139 0464 - Oi Macapá/AP
(96) 8138 9164 - TIM Macapá/AP


Fotos, vídeos e textos em:
www.mochileirotuxaua.blogspot.com
www.nossacasaap.com.br
Youtube: NossaCasadecultura
Twitter: @JonaBanhos

sábado, 18 de dezembro de 2010

Festividade de N.Sra. da Conceição - Quilombo Conceição do Macacoari(Amapá)


painel Edson13
Upload feito originalmente por Jonas Banhos
A Comunidade Quilombola de Conceição do Macacoari, localizada aproximadamente a 60km de Macapá,capital do Amapá, está realizando a Festividade em Honra à sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Várias atividades vêm sendo realiazadas pelos moradores, dentre as quais destacam-se as novenas diárias no Centro Comunitário, a cargo de cada família; a missa campal, seguida de procissão a pé e a cavalo, realizada dia 8/12(foto); bingos com produtos da agricultura familiar produzido pelos próprios quilombolas; brincadeiras animadas com a criançada, realizadas pelos moradores e pelos arte-educadores da NossaCasa de Cultura e Cidadania.

O encerramento da Festividade acontece neste dia 18/12 com a realização de um grande Bingo e da corrida de cavalo. Veja mais fotos clicando na imagem.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ourém (Pará) - Festividade de São Benedito 2010

Está chegando o dia do Santo preto da Igreja Católica, o São Benedito. Dia 25 de dezembro é o grande dia e muitas comunidades Brasil afora já começaram a festejar em honra ao santo identificado com a causa dos pobres.

Em Ourém, interior do Pará, a Tripulação do Santo (foliões) vem levando a imagem de São Benedito de casa em casa, pela cidade e interior, rezando ladainhas em latim, cantando e arrecadando os donativos que serão entregues a São Benedito no dia da sua Festa, após a tradicional e concorrida procissão.
Veja foto de uma das novenas, realizada no dia 10 de dezembro, na cidade de Ourém, na casa do Tesoureiro do Santo.

Bem dito ó Bendito São Benedito!!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Nenhum mundo Interior começa e acaba em si mesmo.



Compartilho com você, amig@-leit@r, o email recebido hoje do amigo-irmão de mochilada cultural e cidadã Edson Alves, falando da sua leitura sobre nossas andanças nos últimos dois meses pela NossaCasa Amazônia e pelo Brazilsãoooo afora.

Edson, nós é que te agradecemos pelos momentos mágicos que vivenciamos. Estamos ligados mano, tudo junto e bem misturado. Seja sempre bem vindo à Trupe Cultura Viva. Quando quiser e puder, sempre apareça em nossas Pororocas Culturais!!!

E nunca esqueça que a "NossaCasa é onde a gente está A NossaCasa é em todo lugar."

Paz e bem e muito amor para todos nós!!!

Valeu.

JoNAS BaNHos


E aí Jonas, tudo certo?
Já iniciou o seu período sabático?! rs


Eu ia deixar esse texto em algum dos blogs, mas não rolou... então vai por e-mail mesmo! rs
Não tenho o e-mail da Rita, depois encaminha pra ela, por favor.


Sempre digo que tudo na vida é Ciclo e Cíclico...
Assim, felizmente, posso dizer que conseguimos iniciar e terminar com balanço muito positivo, esse ciclo de ótimas andanças e experiências nos dois meses que mochilamos juntos!


Deixo um pouco do Edson em retalhos! São partes de alguns pensamentos, mensagens que escrevi antes, durante e agora, depois de nossas viagens!


Pororoca Cultural!
Assim estamos...
Percorrendo por fora os caminhos que há por dentro...
Reconhecendo por dentro os caminhos que percorremos por fora!
Edson Alves




Nenhum mundo Interior começa e acaba em si mesmo.
Edson Alves


Jonas e Rita,
Com base nesse pensamento agradeço sincera e profundamente aos dois, mochileiros do bem, da vida, das vidas, de vidas, das indas e vindas por essa NossaCasa chamada mundo.
Agradeço por serem catadores de conchinhas e semeadores de boas sementes nesse planetinha girante de nosso Deus.
Agradeço por serem buscadores do intangível e da troca constante na fundamental ampliação das relações humanas e principalmente, por tudo que fazem e como o fazem, na promoção dos sorrisos e sonhos em todas as comunidades por onde passam e para tanta gente esquecida e encoberta.




Tudo que há em mim nunca existiu só para me pertencer.
Edson Alves


Eu não poderia deixar de agradecer a receptividade, o peito aberto, o carinho, a tolerância e atenção para comigo.
Valeu pela possibilidade que me deram de me conhecer um pouco mais como cidadão do mundo, e de me reconhecer ainda mais brasiliano, percorrendo por esses caminhos tão peculiares e significantes dessa nossa terra Tupiniquim!



Quando dividimos... Na verdade somamos! E quando somamos pelo poder da divisão... Na verdade nos multiplicamos, crescemos. Essa é a busca!


Fico extremamente feliz por ter encontrado mais dois mochileiros como vocês. Guerreiros das estradas e caminhos de céu, de asfalto, de terra, d'água e de pedras... Sobretudo e contudo, mochileiros das paz e do amor.


Meus irmãos,
que possamos ser como a primavera, que se faz daquilo que eu chamo de ciclo cíclicos... que possui a poesia de existir, de viajar pelo mundo, de ser sempre a mesma, porém, sempre outra... e sempre "nova".
Edson Alves


Assim giramos, seguimos...
Infinitas são as possibilidades quando o que buscamos (fazer) faz parte do que somos.
Edson Alves


São Paulo, Amapá,
Brasília, Pará, Piauí...
Do Oiapoque ao Chuí
O que se vê é multiplicidade
Planeta Brasil
O mundo todo cabe aqui
As diferenças são a nossa identidade!
Edson Alves


Giros... e Girassóis...
Muita luz e fé pra todos nós, sempre!
Forte Abraço!
Até...

Sou Tupi... Guaraná... Açaí... Sou Guarani! Sou de um tudo em um todo. Múltiplo. Indivisível. Sou filho do amplo em busca do "invisível".
Edson Alves.

Exercício do Controle Social no Carmo do Macacoari(Itaubal/AP)


Aconteceu dia 8/12, véspera do Dia Internacional Contra a Corrupção, na NossaCasa de Cultura e Cidadania da Comunidade Carmo do Macacoari,município de Itaubal(Amapá), a I Oficina de Controle Social, numa parceria com a Controladoria Geral da União. Com duração de 5h/aula foi ministrada pelo Analista de Finanças e Controle, sr. José Iran, que, de forma bem didática, brindou os presentes com noções básicas sobre orçamento,despesa pública, órgãos de controle interno e externo, exercício da cidadania, ética, caminhos para fiscalização dos recursos públicos repassados pelo Governo Federal à Prefeitura.

O público participante da Oficina foi bem diversificado, passando pelas crianças que frequentam as atividades culturais da NossaCasa, estudantes do ensino médio, jovens da comunidade, beneficiárias do Bolsa Família, quilombolas da Comunidade Conceição do Macacoari, técnico da Prefeitura, professores e os ativistas da NossaCasa de Cultura e Cidadania, totalizando 24 pessoas.

Ao final da Oficina, os alunos formalizaram a denúncia de malversação de dinheiro público na Comunidade, apontando "in loco" ao Analista Iran o abandono de 2 prédios públicos(lavanderia comunitária e fábrica de polpas) e a falta de equipamentos no Posto de Saúde.


Agora é só ficar de olho bem vivo no dinheiro público repassado ao município de Itaubal e cobrar dos gestores públicos a ética necessária e urgente para a construção de uma comunidade melhor.

Acompanhe as fotos e vídeos clicando na imagem abaixo.

Boa leitura de mundo!!!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Secretaria Municipal de Cultura de Parnaiba apoia projetos Barca das Letras e Picoler

Divulgo aqui texto publicado no blog da Secretaria de Cultura de Parnaiba(PI) sobre a passagem da Trupe Cultura Viva pela zona rural da cidade. Veja o texto com fotos em http://secretariadeculturadeparnaiba.blogspot.com/2010/11/secretaria-municipal-de-cultura-apoia.html?

Boa leitura!!!

Nos dias 15 e 16 deste mês, os moradores da comunidade do quilômetro Sete, receberam os ativistas da Nossa Casa (Barca das Letras) e do Picoler.
Barca das Letras: Idealizada pelo arte-educador-comunicador amapaense Jonas Banhos, em 2008. O objetivo é democratizar o acesso a leitura, para as pessoas com enorme carência por livros. Diversas atividades lúdicas são realizadas, como rodas de leitura na Rádia NossaCasa, o Palhaço Ribeirinho, oficinas de fotografia & filmagem, desenhos & pinturas, exibição de filmes educativos.
Segundo Jonas Banhos, o nome Barca das Letras tem uma explicação. Após observar muitas barcas abandonadas pelas comunidades, pensou que poderia aproveitar aquela estrutura para armazenar os livros. “Então, adaptamos as velhas embarcações e as transformamos em bibliotecas para tornar a iniciativa mais familiar ao modo de vida das pessoas.”
Projeto Picoler: Idealizado, em 2002, pela educadora, artista plástica e ilustradora de livros, a piauiense Liz Medeiros. O objetivo do projeto é possibilitar às comunidades mais carentes o acesso ao livro e estimular o gosto pela leitura de forma lúdica, por meio das artes. O acervo é composto por livros infanto-juvenis diversos da literatura nacional, estrangeira e local, incluindo mitos, contos, fábulas, lendas, poesias e histórias ilustradas, dispostos em um carrinho de picolé, que fica emprestado à comunidade por seis meses. Desde 2009, o Picoler vem sendo implementado pelo Instituto Liz Medeiros, sob a coordenação da arquiteta-atriz-educadora Laila Caddah.
Pelas estradas, rios e praias do Piauí, os cinco ativistas (Rita de Cácia, Edson Alves, Mestre Cardoso, Laila Caddah, Jonas Banhos) dos dois projetos (Picoler e Barca das Letras) formam a Trupe Cultura Viva e desejam colocar os livros no caminho das pessoas, deixando-os mais perto dos amantes da leitura.
Mestre Cardoso do Boi Bumbá Ouro Fino de Ourém do Pará, retornou à sua terra natal - Parnaíba - após 57 anos residindo em Belém do Pará e com o auxílio de funcionários da Secretaria Municipal de Cultura, reencontrou seus familiares. Sobre o seu comando crianças e jovens participaram das oficinas de cantoria de toadas e de percussão na comunidade do quilômetro Sete.
No Piauí, a Trupe conta com o apoio logístico da Secretaria Estadual de Educação e Coordenação do Mais Cultura no Piauí. Banhos ainda revelou que o apoio da Prefeitura de Parnaíba (através da Secretaria Municipal de Cultura), foi fundamental para a realização dos dois projetos em nossacidade.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Pororoca Cultural Picoler na mídia do Piauí

Acompanhe aí matéria publicada no site ProParnaiba (http://www.proparnaiba.com/redacao/trabalhos-de-incentivo-leitura-s-o-realizados-em-parna-ba.html) sobre a Pororoca Cultural Picoler, realizada dias 15 e 16 de novembro, na Comunidade do Km 7 (Nossa Senhora de Fátima), na zona rural de Parnaíba.

Trabalhos de incentivo à leitura são realizados em Parnaíba

Atividades de leitura.
Nos dias 15 e 16 de novembro os moradores da comunidade Km-07, na zona rural de Parnaíba, receberam os ativistas da Nossa Casa (Barca das Letras) e do Picoler. As atividades tiveram apoio da Secretaria da Cultura de Parnaíba.

Barca das Letras: Idealizada pelo arte-educador-comunicador amapaense Jonas Banhos, em 2008. O objetivo é democratizar o acesso a leitura, para as pessoas com enorme carência por livros. Diversas atividades lúdicas são realizadas, como rodas de leitura na Rádia NossaCasa, o Palhaço Ribeirinho, oficinas de fotografia & filmagem, desenhos & pinturas, exibição de filmes educativos.

Segundo Jonas Banhos, o nome Barca das Letras tem uma explicação. Após observar muitas barcas abandonadas pelas comunidades, pensou que poderia aproveitar aquela estrutura para armazenar os livros. “Então, adaptamos as velhas embarcações e as transformamos em bibliotecas para tornar a iniciativa mais familiar ao modo de vida das pessoas.”

Projeto Picoler: Idealizado, em 2002, pela educadora, artista plástica e ilustradora de livros, a piauiense Liz Medeiros. O objetivo do projeto é possibilitar às comunidades mais carentes o acesso ao livro e estimular o gosto pela leitura de forma lúdica, por meio das artes. O acervo é composto por livros infanto-juvenis diversos da literatura nacional, estrangeira e local, incluindo mitos, contos, fábulas, lendas, poesias e histórias ilustradas, dispostos em um carrinho de picolé, que fica emprestado à comunidade por seis meses. Desde 2009, o Picoler vem sendo implementado pelo Instituto Liz Medeiros, sob a coordenação da arquiteta-atriz-educadora Laila Caddah.

Pelas estradas, rios e praias do Piauí, os cinco ativistas (Rita de Cássia, Edson Alves, Mestre Cardoso, Laila Caddah, Jonas Banhos) dos dois projetos (Picoler e Barca das Letras) formam a Trupe Cultura Viva e desejam colocar os livros no caminho das pessoas, deixando-os mais perto dos amantes da leitura.

Mestre Cardoso do Boi Bumbá Ouro Fino de Ourém do Pará, retornou à sua terra natal - Parnaíba - após 57 anos residindo em Belém do Pará e com o auxílio de funcionários da Secretaria Municipal de Cultura, reencontrou seus familiares. Sobre o seu comando crianças e jovens participaram das oficinas de cantoria de toadas e de percussão na comunidade do Km-07.

No Piauí, a Trupe conta com o apoio logístico da Secretaria Estadual de Educação e Coordenação do Mais Cultura no Piauí. Banhos ainda revelou que o apoio da Prefeitura de Parnaíba, foi fundamental para a realização dos dois projetos na cidade parnaibana.

Edição: Proparnaiba.com
E-mail: redacao@proparnaiba.com

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

S. Raimundo Branquinho avisa na Rádia NossaCasa: hoje tem festa literária na Boquinha

A nossa Pororoca Cultural Picoler começou na Comunidade Boquinha, zona rural de Teresina, capital do Estado do Piauí. Distante apenas trinta minutos de carro(cedido pela Secretaria Estadual de Educação), saindo da Casa do Cantador, aonde a Trupe Cultura Viva (Edson Alves, Mestre Cardoso, Rita de Cácia,Laila Caddah e Jonas Banhos) foi gentilmente acolhida por cantadores de repente, violeiros, cordelistas. Pense num lugar bacana é a Casa do Cantador, um clima bem interiorano, cheio de mangueiras, bambus, cantigas de pássaros, relinchar de cavalos e correrias de camalões para todo lado. Enfim, na Casa do Cantador, nos sentimos realmente na NossaCasa Amazônia, só que em pleno nordeste brasileiro.

Bem, voltemos à vivência na Comunidade Boquinha. Logo na chegada, já fomos calorasamente acolhidos por Mestre Raimundo Branquinho, sua simpática e generosa esposa, D. Luisa, e seus filhos e netos e mais um mestre do Divino Espírito Santo. Mestre Branquinho é uma pessoa muito especial, cheia de alegria, generosidade e sabedoria popular. Compartilhou conosco durante três dias as histórias vivenciadas por ele nos últimos 50 anos à beira do Rio Poti, na sua roça e nas diveersas festividades de Reisado que organiza e participa pelas comunidades vizinhas, levando consigo o Boi Estrela e seus brincantes.

Mestre Branquinho transformou sua residência num Centro de Cultura, com três belas malocas de chão batido, feitas por ele mesmo e seus filhos, usando somente materiais da própria natureza logo ali em frente. Tudo em perfeita harmonia com a cultura e a identidade local, mostrando-nos logo de cara que por ali a arte está em todo lugar. E foi exatamente embaixo de uma das malocas que montamos a NossaCasa de Cultura e Cidadania, nosso verdadeiro Circo Mágico da Leitura. Colorida, viva, repleta de livros do carrinho de Picoler para estimular a leitura com a galerinha da Escola que compareceu em peso, graças à empolgada Diretora Edi e demais professores. Também espalhamos por lá muitos brinquedos de miriti de Abaetetuba do Pará, instrumentos musicais artesanais feitos com frutos amazônicos, mas também dos andes bolivianos, a provocar a imaginação da criançada e dos adolescentes.



Ah, ia esquecendo, também o cineminha com filmes infantis da Mônica e cia., montado dentro de uma barraca, estava sempre muito concorrido; sem falar na Rádia NossaCasa Amazônia Livre, que não deixava ninguém desanimar diante de tantos talentos locais como a Orquestra de Percussão que toca triphop, funk; a poetinha a recitar belos poemas; o pequeno humorista de apenas 12 anos, que já arranca boas gargalhadas da galera; a professora contadora de histórias; a meninada que fazia teatrinho das leituras dos livros do Picoler. Enfim, muitos talentos desse Brasilzão escondido, distante da mídia grande, só esperando uma oportunidade para colocar para fora toda a potência de sua cultura, sua arte.



Foram muitos os momentos que marcaram a vivência da Trupe Cultura Viva na Comunidade Boquinha, como por exemplo, o encontro dos mestres Carodoso e Raimundo Branquinho. Ao longo do dia, mestre Cardoso do Boi Ouro Fino de Ourém do Pará, um parnaibano de nascença(há 57 anos longe de sua terra), alegremente apresentou sua história cheia de riqueza e entoou aos presentes suas toadas que falam do Rio Guamá, mas também do avião terrorista que derrubou as torres gêmeas de Nova York. E também, a apresentação, no cair da última noite, do Boi Estrela de Mestre Raimundo Branquinho, que resolveu inovar e convidar o Palhaço Ribeirinho da Trupe e seus palhacinhos (crianças dá própria comunidade)para brincarem juntos com os caretinhas. Da experimentação popular deu-se um belo resultado: tudo junto e misturado, acabou em muita alegria por todos os lados do Centro de Cultura.


E assim foi lá pelas bandas do Boquinha. Alegria, mística, espiritualidade, saberes, sabores, cheiros, fazeres e muitos dizeres. E, na quarta-feira, 10/11, finalzinho da tarde, era chegada a hora (triste, emocionante, mas, sempre, esperançosa de um breve regresso) da despedida. A Trupe precisava continuar sua mochilada cultural, em busca do Piauí escondido, belo, diverso, rico em cultura popular. E assim foi que partimos pela estrada de chão que liga Boquinha à Comunidade Usina, seguindo rumo ao nosso próximo destino: Campo Maior. Mas, certos de que ali deixamos um pedacinho de cada um integrante da Trupe e muit@s amig@s, amantes da leitura de mundo e da cultura popular. Além disso, ficou uma certeza: estávamos tod@s felizes de ter ido lá e com um gostinho e a esperança de que vamos retornar em breve àquela comunidade, que a partir de agora, também é a NossaCasa.


Para essa experiência piloto no Piauí, a Trupe conta com o apoio logístico da: Secretaria Estadual de Educação; Coordenação do Mais Cultura no Piauí; Casa do Cantador(Teresina); Print Collor; Ponto de Cultura Nossa Gente, Nosso Talento(Campo Maior); e de agitadores culturais locais das comunidades que estão sendo visitadas. Para acompanhar a Pororoca Cultural Picoler, clique em uma das imagens e vivencie conosco esta bela viagem.

Paz e bem para todos nós, sempre!!!
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domingo, 7 de novembro de 2010

Pororoca Cultural Picoler pelas comunidades do Piauí


Comunidades do interior do Estado do Piauí estão sendo inundadas por uma verdadeira onda cultural em prol do prazer da leitura. De 8 a 21 de novembro, dois projetos de incentivo à leitura, o PicoLer(Piauí) e a Barca das Letras(Amapá), resolveram juntar suas experiências e mergulhar alegre e poeticamente pelas comunidades rurais de Teresina, Campo Maior, Nossa Senhora de Nazaré, Parnaíba, Cajueiro da Praia e São João do Arraial.

O projeto Picoler foi idealizado, em 2002, pela inestimável educadora, artista plástica e ilustradora de livros, a piauiense Liz Medeiros. O objetivo do projeto é possibilitar às comunidades mais carentes o acesso ao livro e estimular o gosto pela leitura de forma lúdica, por meio das artes. O acervo é composto por livros infanto-juvenis diversos da literatura nacional, estrangeira e local, incluindo mitos, contos, fábulas, lendas, poesias e histórias ricamente ilustradas, dispostos em um carrinho de picolé, que fica emprestado à comunidade por seis meses. Desde o início de 2009, o Picoler vem sendo implementado pelo Instituto Liz Medeiros, sob a coordenação da arquiteta-atriz-educadora Laila Caddah.


Já a Barca das Letras foi idealizada pelo arte-educador-comunicador amapaense Jonas Banhos, em 2008. O objetivo também é democratizar o acesso ao livro, só que às comunidades que moram à beira dos rios da Amazônia. Apesar de serem os principais protetores da natureza, os ribeirinhos são abandonados, esquecidos pelo Poder Público, vivem uma realidade de exclusão social, sobretudo educacional, com enorme carência por livros, além da evidente falta de opções de lazer. Em cada comunidade visitada, deixa-se aproximadamente 200 livros, fruto de permanente campanha de doação feita em Macapá, Belém e Brasília. Já são 30 bibliotecas comunitárias instaladas e diversas atividades lúdicas já realizadas, como rodas de leitura na Rádia NossaCasa, o Palhaço Ribeirinho, oficinas de fotografia & filmagem, desenhos & pinturas, brincadeiras no rio, exibição de filmes educativos.

Juntos pelas estradas, rios e praias do Piauí, os cinco ativistas (Rita de Cácia, Edson Alves, Mestre Cardoso, Laila Caddah, Jonas Banhos) dos dois projetos (Picoler e Barca das Letras) formam a Trupe Cultura Viva e esperam colocar os livros no caminho das pessoas, deixando-os mais perto dos amantes da leitura.
Além disso, com a presença na Trupe de Mestre Cardoso do Boi Bumbá Ouro Fino de Ourém do Pará(retornando à sua terra natal - Parnaíba - após 57 anos na Amazônia), espera-se envolver no mundo mágico da leitura também os mestres da cultura popular de cada comunidade (S. Domingos Viana– Reisado de Nossa Senhora de Nazaré; S. Branquinho - Reisado de Teresina; S. Sitônio - Marujada de Campo Maior; D. Diná – Contadora de Causos de Nossa Senhora de Nazaré), promovendo assim uma rica troca de saberes, sabores, fazeres, cheiros e dizeres tradicionais das culturas amazônicas e nordestinas.

Para essa experiência piloto no Piauí, a Trupe conta com o apoio logístico da Secretaria Estadual de Educação, Coordenação do Mais Cultura no Piauí, Casa do Cantador, Print Collor e de agitadores culturais locais das comunidades que estão sendo visitadas. Para acompanhar a Pororoca Cultural Picoler, clique em uma das imagens e boa leitura!!!


Jonas Banhos
www.mochileirotuxaua.blogspot.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dia Internacional da Animação na Comunidade Carmo do Macacoari (Itaubal/Amapá)



Nosso Dia Internacional da Animação - DIA 2010 aconteceu em 23 de outubro ao invés do dia 28 de outubro, como de costume. Tivemos que antecipar a nossa exibição a pedido dos moradores da pequena comunidade do Carmo do Macacoari (Itaubal/Amapá), de 500 habitantes e distante 1h30min da capital Macapá), em razão de outra programação no dia 28. De qualquer forma, a festa foi bem animada e começou logo cedo à beira do Rio Macacoari.


Lá, embaixo de árvores quase centenárias, com o rio bem à nossa frente, foi o lugar que as nossas crianças escolheram para começar nossas brincadeiras antes da sessão de cineminha à noite. E foi ao som de pássaros, araras e dos motores dos barcos dos pais das crianças (que iam e voltavam do seu trabalho de plantar, semear, colher, pescar, extrair frutos da floresta Amazônica - como o açai, o conhecido ouro negro) que instalamos nosso Circo Mágico da Leitura.Brincamos animados de ler, desenhar, fazer comunicação livre(Rádia Móvel NossaCasa Amazônia), tirar fotos & fazer filmagens, contar & ouvir histórias dos mais velhos da comunidades e deles mesmos no teatrinho de bonecos, praticar palhaçadas e, claro, muito banho e brincadeiras dentro do rio. Tudo isso, para preparar os espíritos de nossas crianças para assistir os filminhos da Mostra do Cinema Animado.
E, assim, com o cair da tarde, depois da criançada gastar muita adrenalina durante o dia, estava chegando a hora de ir para casa, jantar e se arrumar para a sessão de cinema animado. Alguns minutos antes da hora prevista para o início da sessão, a criançada já formava fila na frente da NossaCasa de Cultura e Cidadania. Com paciência, fomos colocando a criançada para dentro e acomodando nas cadeiras. Depois da leitura dos textos de apresentação, apresentamos a Mostra Infantil para cerca de 30 crianças.

Foi uma alegria só ver a reação das crianças a cada desenho assistido. Durante a sessão, teve de tudo um pouco: boca aberta, risos, olhos espantados, criança em pé , criança deitada, gritos, abraços no amiguinho do lado, aplausos a cada finalização. Enfim, foi lindo, pela segunda vez consecutiva, fazer chegar às crianças que vivem à beira dos rios da Amazônia, os filmes de qualidade que são exibidos para as crianças dos grandes centros do Brasil e do mundo por meio do Dia Internacional da Animação.

Assim, de forma simples (os filmes foram exibidos em um notebook, pois não temos retroprojetor), que nós, ativistas do Movimento NossaCasa, arte-educadores-comunicadores, voltamos para casa animados em continuarmos nossa mochilada cultural pelas comunidades ribeirinhas da Amazônia, esperançosos em mais uma vez termos contribuido para a construção de um outro mundo, bem mais animado e feliz!!!

E que venha o próximo DIA!!!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mochileiro Tuxaua no Festival do Pequi em Crixás/GO


A convite dos amig@s da cultura popular de Crixás/GO, Jean Marconi, Nel Maciel e Dayane Diaz vivenciei nos dias 29 e 30 de outubro o Festival do Pequi, que aconteceu por lá.

Foi a primeira vez que fui a Crixás e aproveitei para levar toda a estrutura da NossaCasa de Cultura e a Rádia NossaCasa para registrar a Festa a partir do olhar dos que fazem a cultura viva popular, como o grupo da Folia do Divino Espírito Santo lá de Crixás, que tive o prazer de conhecer durante o Encontro de Comunidades Tradicionais, realizado na Chapada dos Veadeiros/GO, em agosto último.

Só que, para falar a verdade, acabei indo pouco lá no Festival do Pequi, uma vez que fiquei frustrado quando soube que os grupos tradicionais de cultura popular da cidade não tinham sido convidados pela Organização do Evento. Em Crixás, os que estão no Poder parecem ter vergonha de sua própria identidade. Lamentável isso. Então, resolvi sacudir a poeira e dar a volta por cima e ir atrás da cultura de raiz de lá e conhecer as gentes lindas e importantes para a cultura de Crixás, e que não são devidamente valorizadas.

Assim, o Nel (filho de Tio Quim Maciel e Tia Ana, dois grandes incentivadores da cultura popular de Crixás, recentemente falecidos), meu gentil anfitrião, levou-me para conhecer suas três tias e um tio, pioneir@s de Crixás, que têm muitas histórias para contar e arte para mostrar. Como a D. Eula Ferreira de Batista, também conhecida por Tia Eula, de 77 anos. Cega de nascença, não foi aceita na escola, mas a falta de visão nunca lhe impediu de trabalhar. Já fez doce, foi vendedeira de doce e trabalhou de comércio. Com a idade, retomou as atividades artesanais com a palha do milho, que aprendeu na infância com a mulher de um chacareiro de seu pai, há mais de 30 anos. Tecendo e torcendo as palhinhas de milho, trazidas por seus vizinhos e amigos, diariamente na sala de sua casa histórica, tornou-se numa exímia artesã. De suas mãos, surgem belas cadeiras, bolsas, tapetes que enchem de orgulho toda sua família e aqueles que têm a oportunidade de vê-la. É um doce de pessoa, a tia Eula, nos enchendo de paz e esperança.

Crixás é muito rica culturalmente, para muito além do ouro explorado pela mineradora sulafricana, localizada no topo da serra da cidade. Folia do Divino, Festividade de São Sebastião, Catira. A Folia do Divino de Crixás estima-se que tenha mais de 150 anos e veio com os portugueses. Era divida em Folia do Sertão, Folia de Santa Rita e Folia de São Patrício. Como toda folia, tem a parte religiosa e a profana. É realizada sempre em junho.

Depois eu conto mais e posto as fotos. Té mais, sô!!!

Trupe Cultura Viva na Comunidade Carmo do Macacoari (AP)


Mais uma vez estivemos na Comunidade Carmo do Macacoari, município de Itaubal no Amapá. Localizada à beira do rio Macacoari, mas com acesso também pela estrada, de piçarra, claro. Bem, agora que acabou o inverno e as chuvas torrenciais, o percurso diminuiu consideravelmente, de 3h30min para "apenas" 1h30m, cerca de 110 km. E isso graças à perícia do condutor da Kombi, o simpático Oton Machado, que garante o acesso à comunidade diariamente, já que o ônibus de linha só entra duas vezes por semana na comunidade, privando os moradores em seu direito de ir e vir.

Dessa vez, levamos conosco (eu e Rita de Cácia) mais um voluntário-ativista, o Edson Alves. Paulista, arte-educador, poeta e esperançoso pela construção de um mundo melhor, esteve, recentemente, na África contribuindo, voluntariamente, para a melhoria da qualidade de vida das crianças e jovens de lá. De volta ao Brasil, buscava uma oportunidade de continuar a servir àqueles que mais precisam, e, por Deus, nos encontrou em um anúncio que fiz no site Mochileiros.com. Estamos mergulhando o Edson nas comunidades ribeirinhas do Amapá e esperamos que ele fique com a gente por muito tempo, ajudando a fortalecer a educação das comunidades e engrossando o caldo da nossa Trupe Cultura Viva.




Bem, lá na comunidade, fomos mais uma vez recebidos efusivamente pelas crianças, que nos aguardavam há dois meses. Vivenciamos várias atividades lúdicas e educativas com todas elas, cerca de 30, como nossa tradicional roda de abraços,o programa da Rádia NossaCasa Amazônia de incentivo à leitura, o Circo Mágico da Leitura na beira do rio, cinema animado, palhaço ribeirinho, teatrinho de bonecos, desenhos e pinturas, oficina de fotografia, várias intervenções estéticas na NossaCasa de Cultura, roda de conversa com o mestre Zecazinho (pioneiro da comunidade) e muitas brincadeiras & banhos no rio.

Enfim, uma maravilha de encantamento para tod@s nós, mais uma vez!!! Início de dezembro, retornaremos para mais uma ciranda da alegria com nossas crianças ribeirinhas!!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Festividade de N.Sra. de Nazaré no Retiro Santo Antonio da Pedreira

Vivemos momentos conturbados, em que a cada dia autoridades são presas por suspeita de corrupção, há um crescente aumento da violência entre militantes de partidos ao aproximar-se o segundo turno das Eleições e a costumeira suspeita de compra de votos. Nessses períodos de completa inversão de valores, nada melhor do que parar tudo e cuidarmos de nosso espírito, buscando a paz em nossos corações. E, uma boa oportunidade para isso, é vivenciar a tradição iniciada pelo senhor José da Silva Ramos há mais de um século, que vem sendo mantida pelos seus netos (S. Nazaré Ardasse, D. Cici Costa, D. Castorina e D. Antonia) e bisnetos, os quais realizarão mais uma Festividade em honra à Nossa Senhora de Nazaré, na Comunidade Retiro Santo Antonio da Pedreira. Localizada em um ramal da Estrada do Curiaú, a Comunidade pertence ao Distrito de Santo Antonio da Pedreira do Município de Macapá(Amapá) e seus poucos moradores vivem da agricultura familiar.

A Festividade será nesta quinta-feira (28/10) a partir das 08:00 horas com Missa, seguida de Procissão, almoço gratuito oferecido pela Festeira Marluce Ardasse e família e finalizando com o tradicional e animado leilão, no Centro Comunitário Tamanco Dourado.

Tod@s estão convidados a vivenciar mais um momento de fé, alegria e espiritualidade.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

68ª Festividade de Santo Antonio no Quilombo Pirativa

A Comunidade Quilombo São Raimundo do Pirativa, no município de Santana (Amapá) realizou no dia 16/10, a sua 68ª Festividade de Santo Antonio. A tradição afropopular vem sendo mantida pela matriarca quilombola Mestra D. Jitoca (103 anos) e suas filhas, Maria Grande e Maria do Pirativa. O início ocorreu às 08:00 horas, com a chegada das Irmandades de São Benedito (Mazagão Novo) e Mãe de Deus da Piedade (Mazagão Velho) que abrilhantaram a Festa, à beira do Rio Pirativa.

Além da tradicional parte religiosa (procissão fluvial, chegada dos Santos, novena, folias e ladainha cantada em latim pelo Mestre Zé da Lagoa), houve também a profana com muito marabaixo, batuque e um Baile dançante com o Som Ideal de Raimundo Picanço. E tudo regado a muita gengibirra (bebida típica com abacaxi, gengibre e cachaça) e comida grátis, por conta da festeira, D. Maria Grande, como manda a tradição. Todos que por lá apareceram (e foram muit@s), puderam vivenciar mais um belo espetáculo da rica e diversa afrocultura popular amapaense e brasileira.

Veja as fotos da Festividade e das atividades com as crianças da comunidade desenvolvidas pela nossa Trupe Cultura Viva da NossaCasa Amazônia (Rita de Cácia, Edson Alves e Jonas Banhos), clicando na foto abaixo :



http://picasaweb.google.com/jonasbanhosAP/68FestividadeDeSantoAntonioNoQuilomboPirativaAP#

Serviço Voluntário:
Para conhecer mais da comunidade, fazer turismo comunitário, ajudar na busca de políticas públicas, apoiar o grupo de marabaixo da comunidade, é só entrar em contato com as simpáticas lideranças locais: D. Maria do Pirativa - (96) 9968 0883
Sidinei Picanço - (96) 9166 3859.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Muita Pavulagem, Bois de Ourém e Boi Orube no Arrastão do Círio.

Nesse sábado (9/10), véspera da grande procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, as ruas do Centro de Belém foram tomadas por um Arrastão de bois de todas as matizes. Num clima de muita alegria, após saudar respeitosamente a Santinha que seguiu seu percurso seguida pela tradicional Moto Romaria, as ruas do Centro de Belém até a Cidade Velha foram alegremente ocupadas por brincantes do Arraial do Pavulagem (Ponto de Cultura Arraial do Saber), crianças e adolescentes do Boi Orube do Satélite e os Bois de Ourém (Geringonça, Ouro Fino, Pai do Campo e Tarja Preta)guiados pelos seus mestres Tuiter, Cardoso, Faustino & Joãozinho.

Caminhando e cantando ao som das toadas e das barricas (instrumento musical) os brincantes dos Bois e as milhares de pessoas que acompanharam o cortejo foram recebendo diversas homenagens, dente elas o tradicional banho de cheiro do Pará pelas tradicionais erveiras do Ver-o-Peso.

O cortejo chegou ao fim na Praça do Carmo, na Cidade Velha, com um grande show do grupo Arraial do Pavulagem e vários convidados como os Mestres de Ourém, o poeta Apolo de Caratateua, o trio Quaderna.

Serviço:
http://www.arraialdopavulagem.com.br/
Leia mais em : http://yorrannaoliveira.blogspot.com/2010/10/dez-anos-de-arrastao-do-cirio.html

sábado, 9 de outubro de 2010

Uma grande fábrica de sonhos no Círio de Nazaré em Belém/PA

Pense em um lugar mágico, encantador, que nos permite voltar a ser criança de imediato. Aonde paira no ar um clima todo especial, onde gentes de todas as idades só querem saber de uma coisa: brincar!!! É isso mesmo, em pleno Círio de Nazaré, em Belém do Pará, além de cuidarmos de nossa fé na Santinha, também há um belo espaço, em praça pública, para cuidarmos de nossa alma. É a Feira do Miriti Círio 2010.

Localizada na Praça Waldemar Henrique, tendo em frente o caudaloso Rio Guamá, durante quatro dias (7 a 10/10), mais de 200 artesãos de muitos lugares, mas principalmente de Abaetetuba presenteiam os romeiros do Círio de Nossa Senhora de Nazaré com sua belíssima arte no miriti. Trazem em suas bagagens culturais mais de 70mil peças, produzidas com muito carinho e capricho durante todo o ano para serem comercializadas neste momento único da cultura religiosa paraense.

O brinquedo de Miriti é orgulho do povo abataetubense. Com ele, muitas crianças, adolescentes e jovens têm a oportunidade de vislumbrar um outro mundo possível. É o caso do jovem Leandro, que juntamente com outros amigos, resolveram fazer a sua parte neste mundão de possibilidades, sendo protagonistas de suas próprias histórias e montaram a ONG Miritong, voltada para o cuidado com a natureza, a cultura popular e a inclusão social.

Este ano, a MIRITONG teve seu trabalho reconhecido pelo Ministério da Cultura e tornaram-se no Ponto de Cultura Fábrica de Sonhos. Com os recursos recebidos, estão podendo ampliar sua atuação e levando para outras comunidades ribeirinhas a arte e a magia de fazer brinquedos de miriti e a possibilidade de inserção social e uma maior consciência ambiental a outros jovens viventes na zona rural. Ensinando-os a não derrubar a árvore do miriti das beiras dos rios e mostrando os diversos frutos que a bela árvore pode gerar, na esperança de que tod@s, em breve, possam dizer o mesmo que o Leandro nos disse: "contar história é muito bom, mas fazer parte dela é melhor ainda."

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Romaria da Paz no Círio de Nazaré em Belém do Pará


Aconteceu na manhã de 7/10, a 1ª Romaria da Paz em Belém/PA, na véspera da Festividade do Círio de Nazaré, numa belíssima iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Instituto Vida Brasil, com o fundamental apoio de diversos movimentos sociais que vivenciam, diariamente, a cultura da paz e justiça. Dentre eles, está o MOVIDA - Movimento pela Vida, coordenado pela fundadora, senhora Iranilde Russo, mãe do produtor cultural Gustavo Russo, assassinado por policiais militares em 2005.

Compareceram à Romaria muitos familiares e amigos de vítimas da violência urbana (trânsito, assassinatos, homícidios, brutalidades policiais, erro médico, vítimas do sistema de saúde) e rural (crimes por terra, crimes políticos) no Pará e de outros Estados (RJ, ES, MT), tod@s participaram unid@s dessa caminhada em busca de justiça e paz para toda a sociedade brasileira.

Munidos de faixas, fotos de seus entes queridos, terços, imagens da santinha de Nazaré e muita fé, os participantes da Romaria percorreram o quarteirão que circunda a Basílica tendo à frente a guiá-los a Berlinda com Nossa Senhora de Nazaré. Num clima de muita luz, espiritualidade e emoção, centenas de pessoas seguiram o cortejo, sem corda, chamando a atenção para a necessidade de vivenciarmos mais paz em nossos corações, sem esquecermos de lutarmos para que as centenas de crimes cometidos, diariamente, na nossa sociedade-cão não fiquem impunes, porque só há paz, onde há justiça!!!

Ao final, foi rezada uma bela missa dentro da Basílica, onde anunicou-se que a partir daquele momento a Romaria da Paz estava sendo incorporada à Programação Oficial do Círio de Nazaré. Uma vitória para tod@s que acreditam que a PAZ é o caminho !!! Que bom, afinal a paz merece estar em todos lugares e momentos de nossas vidas!!

Enfim, que se cumpra os versos de “Vós Sois o Lírio Mimoso”, considerado o hino oficial do Círio de Nazaré, composto em 1909 pelo poeta maranhense Euclides Farias:

"Ó Virgem Mãe amorosa fonte de amor e de fé
dai-nos a benção bondosa, Senhora de Nazaré.

Sede bendita, Senhora
farol da eterna bonança, nos altos céus onde mora
a luz da nossa esperança.

E lá da celeste altura
do vosso trono de luz
dai-nos a paz e ventura
por vosso amado Jesus."


Serviço Voluntário:
Junte-se, por amor e não pela dor, aos Movimentos pela Paz :
Movimento pela Vida - MOVIDA reúne-se todo domingo na Praça da República
Associação Paraense Contra o Erro Médico - 8113 2425 (Inês)
www.bastacomoserrosmedicos.blogspot.com (Rio de Janeiro)
www.gabrielasoudapaz.org (Rio de Janeiro)
http://comitedorothy.blogspot.com/
http://www.cptnacional.org.br/
http://afvv.blogspot.com (Cuiabá/MT)
http://anastaciocassaro.blogspot.com (Espírito Santo)
Caso Mercia Nakashima (São Paulo)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

AGENDA MOCHILEIRO TUXAUA - OUTUBRO & NOVEMBRO


Comunidades tradicionais do AMAPÁ - de 12 a 22/10

Comunidades tradicionais do PARÁ - de 23 a 26/10

Comunidades Tradicionais de GOIÁS - 28 a 31/10

Comunidades Tradicionais do PIAUÍ - de 8 a 21/11

Fórum Social PanAmazônico - SANTARÉM/PA - 25 a 30/11

domingo, 26 de setembro de 2010

O Círio na Comunidade Mocambo e os Mestres "des-escondidos" de Ourém do Pará



Estive mochilando pelas comunidades de Ourém (Pará) no período de 24 a 26 de setembro. Aceitei o convite do meu amigo da cultura popular e diretor da Rádio Comunitária Tembés FM, Arlindo Matos, e, da minha amiga Vanessa Silva, produtora cultural e do audiovisual no Pará, sempre acompanhada de sua amável filha Teresa, nossa mascote, que nos acompanhou durante toda a viagem em busca da Cultura Viva do interior do Brasil.

Já chegamos a Ourém no final da tarde e logo levados pelo nosso anfitrião para a Praça principal da cidade histórica com mais de 300 anos, localizada exatamente na rua que leva o nome de algum parente famoso da minha família Picanço, mas desconhecido por mim, até então. Lá nos deliciamos com um gostoso tacacá de tucupi meio adocicado, tendo ao fundo o Rio Guamá, que banha a cidade. Foi lá também que encontramos, embaixo de uma mangueira, a artesã D. Rizé, que tece, há décadas, belas almofadas, entre um papo com as amigas e uma alinhavada.

No dia seguinte, tivemos a grata satisfação de vivenciar a V Festividade do Círio de Santa Maria Mãe de Deus, na Comunidade Mocambo. Localizada na zona rural de Ourém, a Comunidade vem lutando contra fazendeiros da região pela terra herdada de seus antepassados escravos e tenta, a muito custo, ter o direito de ser reconhecida, pela burocracia governamental, como Comunidade Remanescente de Quilombo, o que sempre foi.

Numa simples e fervorosa procissão de fé, os moradores da comunidade e convidados não mediram esforços para, sob o sol quente, seguir a Santa na berlinda, carregada em um carro de boi, pelas estradas de piçarra de Ourém. Algumas senhoras foram descalças, homens a cavalo, mulheres carregavam seus filhos de bicicleta e até de motos, num claro sinal da evolução que vem ocorrendo na zona rural brasileira nos últimos anos, pelo menos em relação aos meios de transporte. Inclusive, já havia lido alguns analistas econômicos dizerem que esse fenômeno se dá em decorrência da maior facilidade do acesso ao crédito. Talvez eles estejam, enfim, certos.

Mas, também saberia depois da missa, pelas lideranças da comunidade, que o mesmo avanço não se deu na educação, na leitura, na inclusão tecnológica. A educação na comunidade ainda é precária, rudimentar: o ensino é seriado (várias séries na mesma sala e ao mesmo tempo); a Escola só tem até o ensino fundamental, depois os adolescentes têm que ir estudar na cidade de Ourém, se quiserem continuar seus estudos. Mas, por sorte, a comunidade é unida e tem consciência da importância da educação como fator de libertação e melhoria de sua qualidade de vida e conta com professores filh@s do Mocambo, como a Professora Valda, que nos contou a saga de ser educador@ na zona rural, tendo que "ser palhaço, ator, para poder dar conta do recado e assegurar um ensino melhor para as crianças e adolescentes da comunidade", dentro do contexto de exclusão em que vivem.

Ah, falando em crianças, elas deram um colorido todo especial à Festa do Círio de Santa Maria. Algumas vieram vestidas de anjinho, carregadas pelos pais em bicicletas. Outras seguiam a procissão puxando a corda da berlinda vestidas de marinheiros, carregando o sonho de, talvez, navegar além mar das águas do Rio Guamá, que banha Ourém. Foi um lindo cortejo, saudado a fogos pelos moradores em frente às suas casinhas de barro, que terminou com a missa na Igreja e um almoço comunitário, regado a maniçoba, vatapá, churrasco e risoto.

Também aproveitamos a viagem para mergulhar um pouco em busca dos griôs-mestres de Ourém. Assim, conseguimos ouvir e registrar várias "e-história" (estória + história) dos mestres da cultura popular, tod@s mantenedores da cultura do boi bumbá, como o Mestre Cardoso, Mestre Faustino, Mestre Tuiter, Mestres José Ferreira e Expedito(herdeiros do recém falecido Mestre Julião). Praticamente todos já têm suas músicas gravadas, pois Ourém teve a sorte de ter como um de seus viventes, o mago da música Fábio Cavalcante, também chamado de Fábio "Fabuloso" Cavalcante, por Hermano Vianna, do "O Globo" e do site Overmundo.

O multiinstrumentalista e apresentador do Programa Sala de Reboco na Tembés FM, prestou um grande serviço aos mestres de Ourém e à cultura popular brasileira, pois ao des-escondê-los, permitiu mostrar aos amantes de toadas as composições de nossos mestres, que já foram gravadas pela galera do Arraial do Pavulagem e do Boi Orube do bairro Satélite de Belém. E mais, Mestre Cardoso e seu grupo foram convidados para apresentar o boi bumbá no Theatro da Paz, na capital, acompanhados pela Orquestra Sinfônica, unindo o erudito com o popular, tendo sido aplaudidos de pé por duas noites inesquecíveis e marcantes para o Mestre e seus foliões. Uma maravilha de espetáculo, sem dúvida nenhuma.

E, como não poderia deixar de acontecer, fomos banhar no Rio Guamá, onde presenciamos um luar lindo nascer da pouca floresta que, ainda, tem resisitido ao ataque das seixeiras, que são as empresas que extraem de forma predatória as pedras que servirão à construção de apartamentos de luxo em Belém e também para a fabricação de componentes eletrônicos de multinacionais localizadas na Europa, nos Estados Unidos ou na China. São pedras que alimentam o sistema consumista atual, em que se troca de celular ou computador como se muda de roupa, e causam, como as pedras do crack, uma profunda e irreversível destruição ao meio ambiente (pessoas, solos, matas, rios, animais, lençol freático) de Ourém e a todo Planeta Terra, à NossaCasa Comum, à Patchamama. E tudo passando "despercebido" pelas autoridades locais, estaduais e federais de plantão. Um absurdo, sem dúvida nenhuma.

A rápida, mas profunda, visita a Ourém foi uma "Dádiva", como diz meu amigo-poeta Arlindo em uma de suas canções para o mundo:

"Quantos ainda não sabem
A dádiva de bem viver?
Quantos ainda hão de vir
Antes do alvorecer?
Continuar a sonhar
É fazer acontecer..."

Que Santa Maria nos ilumine e nos faça retornar em breve, aportando também pelas bandas do nordeste paraense nossa biblioteca comunitária BArca das Letras para contribuir para a formação de leitores nas comunidades da periferia e da zona rural de Ourém, como já combinado.

Clique na imagem abaixo e veja um pouco desta maravilhosa e mistica viagem. Os vídeos gravados em breve estarão no www.mochileirotuxaua.blogspot.com e no Canal Youtube NossaCasa http://www.youtube.com/user/NossaCasadeCultura.

Para saber mais de Ourém acesse:
http://www.youtube.com/watch?v=sRml_WcIxYM
http://www.youtube.com/watch?v=o4LbGd7wNdo&feature=related
http://www.overmundo.com.br/banco/oureana-de-alem-mar-ourem-terra-de-moura
(livro sobre Ourém)
Para ler a reportagem do Mestre Cardoso no Theatro da Paz acesse http://www.fabiocavalcante.com/midia.php


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Rádia NossaCasa Amazônia Livre entrevista Escritores Paraenses

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Jonas Banhos entrevista Evanildo Merces

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Jonas Banhos entrevista Edi-Lamar D'Oliveira

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Jonas Banhos entrevista João Kampos

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Jonas Banhos entrevista Alonso Rocha Presidente da APL

terça-feira, 21 de setembro de 2010

BArca das Letras "encalha" na Praia da Caponga


A Comunidade da Praia da Caponga, localizada no município de Cascavel, fica a 55 km de Fortaleza, capital do Ceará. Tem uma praia de águas belas, mar azul, com muitas ondas, aonde crianças, adolescentes e jovens aproveitam o sol escaldante para praticar o surf.

Os pais e avôs dessa moçada, ganham a vida pescando, em sua grande maioria. E olha, vida de pescador é uma vida sofrida, dura, que exige muita força, coragem, fé e resistência. Algo que vai se adquirindo no dia a dia, ouvindo os conselhos dos mestres pescadores mais velhos, ainda na ativa, ou dos que já se aposentaram, de mãos calejadas e pele engilhada do sol e sal.

E este é o caso do Mestre Zé Casquilo, 31 anos de pesca no mar da Caponga. É rico em e-histórias do mar, que emocionam àqueles que têm paciência de sentar e ouvi-lo contar. Mas há também outr@s contadores de e-histórias na Comunidade, como o Mestre Ananias, que passou pela agricultura, pelo pequeno comércio (a famosa "budega"), que teve como "escola o cabo da enxada". E, ainda, a D. Valdenora, que por muitos anos alimentou os pescadores com seus quitutes(tapioquinhas, café), vivente da comunidade do Balbino, praia logo ao lado da Caponga, comunidades íntimamente interligadas por laços parentais. Tod@s são livros vivos, cuidadores da natureza e mantendores da cultura popular, que merecem todo nosso respeito e atenção.

Portanto meu amig@ leitor(@), chegue chegando e embarque comigo nessa mística viagem pela Cultura Viva da Caponga, tendo à polpa nossos guias-mestres e a amorosa companhia do grupo de jovens, liderad@s pela Suelen, que fazem a sua parte para transformar, esperançosamente, a Comunidade da Caponga num lugar melhor para viver. Afinal, a BArca das Letras, gentilmente acolhida, na noite de ontem na Pousada da Tia Delmira, tocada pelo meu amigo de infância, o surfista Mizinho e sua atenciosa esposa Telma, apenas começou a sua grande viagem pelo mundo encantado da leitura.


Em breve os vídeos gravados durante o Sarau Cultural na Comunidade estarão disponíveis no nosso Canal Youtube NossaCasa em http://www.youtube.com/user/NossaCasadeCultura. Clique na imagem abaixo e veja o álbum de fotos produzidas, também, pela própria comunidade.

Boa leitura de mundo!!


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Programa NossaCasa Amazônia fala sobre corrupção no Amapá e Brasil

Olá galera de Macapá e do Brasil,

Hoje, quinta-feira (16/09) no Programa NossaCasa Amazônia, das 18h às 19h, na 105.9FM (Rádio Comunitária Novo Tempo - única que não é de nenhum dos polític@s do Amapá) vamos falar sobre a Operação Mãos Limpas e do projeto Ficha Limpa, que está em julgamento no Supremo Tribunal Federal, ameçado pelos polític@s sujos de ter sua aplicação adiada só para as eleições de 2012.

Não podemos deixar que a corrupção seja banalizada no Amapá. Queremos ouvir sua opinião, sua voz, cidadão não-cooptado por essa organização criminosa/quadrilha de Excelências!!!

Ouça, ligue e participe pelo 3251 2470. Quem não tiver Rádio ou não morar na Zona Norte de Macapá, pode escutar o programa pela internet

http://www.novotempofm105.com/

É preciso ler o mundo ao nosso redor e agir para transformá-lo!!!

Aguardamos por você.

Jonas Banhos & Rita de Cácia
Comunicadores Populares Livres
Movimento NossaCasa de Cultura e Cidadania
www.nossacasaap.com.br
www.mochileirotuxaua.blogspot.com
www.jonasbanhosap.blogspot.com

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fotos das Comunidades Ribeirinhas do Amapá

Compartilho aí mais fotos da nossa mochilada cultural pelas comunidades ribeirinhas do Amapá. Vários Saraus, vivências, banhos de rio, contação de histórias, experiências de comunicação livre com a Rádia NossaCasa, incentivo a leitura por meio da nossa biblioteca comunitária BArca das Letras e da Arca das Letras (Governo Federal), exibição de mostras de cinema etc e tals... Acompanhe aí. Só dar um clique na imagem abaixo e boa viagem:

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vídeos de nossas comunidades ribeirinhas no Youtube

Assista vários vídeos gravados nas próprias comunidades ribeirinhas do Amapá. Os temas são diversos: modo de vida tradicional, cultura popular, desafios de morar na floresta Amazônica, hitórias da vovó & do vovô, preservação ambiental, mudanças climáticas, ausência de políticas públicas básicas(escolas, ensino de qualidade, água tratada, esgoto, transporte público, telefone público, diversão além do futebol e do banho de rio; manifestações afroreligiosas; abusos a direitos humanos etc e tals).

Viaje com a gente!!! Acesse e aprenda mais sobre a Amazônia escondida:

http://www.youtube.com/user/NossaCasadeCultura

Boa leitura de mundo!!!

domingo, 12 de setembro de 2010

Feira PanAmazônica do Livro - Belém/PA

Compartilho as fotos feitas durante a XIV Feira PanAmazônica do Livro, realizada em Belém/PA, de 27 de agosto a 5 de setembro de 2010. Abaixo tem um artigo relatando o que eu vi/vivi/ouvi/senti durante o evento.

Aproveito para agradecer a tod@s que me concederam entrevista na Rádia NossaCasa Amazônia Livre, possibilitando mais um enorme aprendizado. Também sou grato a tod@s que se deixaram fotografar pelas nossas humildes lentes (da ativista cultural Rita de Cácia e a minha).

É só clicar na imagem abaixo e boa leitura de mundo!!!

Festa do Divino Espírito Santo - Comunidade Mazagão Velho - Amapá

Compartilho com você as fotos feitas durante a Festividade do Divino Espírito Santo na Comunidade de Mazagão, município de Mazagão no Amapá. Como você pode ver, o Amapá tem uma forte cultura popular viva, feita pelos próprios moradores sem o apoio do Governo do Estado. E, sinceramente, acho que é isso que mantém a Festa linda e com uma energia toda especial que você pode sentir vendo as fotos. Clique na figura abaixo e boa leitura do mundo amazônico!!!

Fotos da Mochilada Cultural Viva

"Fotografar é colocar na mesma mira a cabeça, os olhos e o coração." Henri Cartier-Bresson (1908/2004)

É só clicar na imagem abaixo e boa leitura de mundo!!!

Fotos da Mochilada Cultural Viva

Uma pequena mostra da mochilada cultural pelo BrasilZão afora. Aí você curte as fotos tiradas nas comunidades ribeirinhas e tradicionais do Amapá, na NossaCasa de Cultura e Cidadania em Macapá, na Teia Fortaleza 2010, na Teia Amazônica 2010, Praça da República em Belém, Feira PanAmazônica do Livro 2010 em Belém, com galera do Boi Orube no Bairro Satélite em Belém, no Curso de Rádio Jornalismo Ambiental em Belém/PA, com a galera da Economia Solidária em São Sebastião/DF, durante os 50 anos de Brasília.
Fazendo e mostrando a Cultura Viva escondida pela Amazônia e pelo Brasil.
Boa leitura de mundo galera!!!

Fotos da Mochilada Cultural Viva

Compartilho muitos momentos especiais durante nossa mochilada cultural viva por diversas comunidades ribeirinhas/tradicionais da Amazônia amapaense; por praças, ruas e paradas de ônibus de Macapá; com a galera do Boi Orube do Bairro Satélite em Belém e em intervenções na Praça da República em Belém; na TEIA 2010 em Fortaleza/CE; pela nossa adorada Capital Federal (Brasília), pela Feira PanAmazônica do Livro 2010, realizada de 27/08 a 5/09/2010.

Bem, é só dar um clique aí na imagem do Palhaço Ribeirinho e boa leitura de mundo!!!

RÁDIA NOSSACASA NA XIV FEIRA PANAMAZÔNICA DOS LIVROS

Escritor Juraci Siqueira

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mestres da oralidade enchem de leveza Feira PanAmazônica do Livro


Particularmente, adoro percorrer Feiras de Livros. Sinto-me em casa. E, por isso mesmo, aproveito esses espaços para conhecer escritores, suas obras, e, também, tentar conseguir doações de livros para continuar meu trabalho de incentivo à leitura em nossas comunidades ribeirinhas da Amazônia (Amapá-Pará), por meio da montagem das nossas bibliotecas comunitárias BArca das Letras. Assim, sempre que posso, visito esses santuários literários, que, infelizmente, ainda são poucos no Brasil, sobretudo quando se fala da região Norte, da NossaCasa Amazônia.

E Belém é uma exceção à essa regra. Há 14 anos que a capital paraense realiza sua Feira PanAmazônica do Livro. De 27 de agosto a 5 de setembro aconteceu esse evento grandioso, num local construído e mantido com dinheiro público, imenso e confortável(Hangar Centro de Convenções). Notoriamente, a Feira está a serviço dos interesses econômicos dos gigantes do livro (Grandes Editoras e livrarias famosas), que comercializam, em locais estrategicamente bem posicionados, seus lançamentos a preços altos, aproveitando-se do grande número de visitantes, o que lhes rende, ao final, faturamentos milionários.

Os "pequenos" (mas de uma riqueza literária imensa), como os mais de duzentos escritores paraenses presentes (com mais de 1.500 obras publicadas), ficam na ilharga, em um canto da Feira, num estande apertadinho, denominado Luis Carlos França, homenagem póstuma ao contista. Mal acomodados (nem cadeiras para tod@s que se rodiziam durante todo o evento tem), buscam de todas as maneiras um lugar ao sol escaldante de Belém. E, com muito esforço, criatividade e muita poesia (por meio de eventuais saraus literários, exposições fotográficas e de artesanatos, Rádia NossaCasa Amazônia Livre ao vivo) tentam sobreviver e aparecer nessa guerra de gigantes da literatura. Na mesma pisada, o estande do Museu Paraense Emílio Goeldi com sua rica literatura voltada ao conhecimento produzido em pesquisas feitas em nossas comunidades ribeirinhas/tradicionais, falando de nossa gente, seus modos de vida, fauna e flora.


Sempre há um homenageado na Feira Panamazônica do Livro. Este ano, a mama África com seus países que falam a língua portuguesa, foi reverenciada durante os dez dias de estímulo à leitura. Um stand africano foi montado bem ao centro da Feira, aonde podia-se encontrar alguns títulos de escritores do continente irmão, disponíveis apenas para consulta no local.

E foi nesse clima afro que avistei, em uma passarela que cortava a Feira por cima, como uma grande ponte (sobre um rio de livros) a (inter)ligar, a unir, dois mundos diferentes(duas formas de fazer/vivenciar cultura), um pequeno cortejo com quatro mestres da diversa cultura popular brasileira à frente, cantando, suavemente, nossos ritmos afroameríndios amazônicos (carimbós, toadas, folias e cantos indígenas), como se tivessem borrifando em cima daquela multidão um pouco de mística, espiritualidade, sabedoria e, porque não dizer, humanidade. Ou seja, uma outra leitura de mundo, freirianamente falando, afinal, como nos ensina o escritor Frei Betto "há um processo sistemático de pasteurização da cultura, travestida de entretenimento centrado no consumismo, de hegemonização do pensamento, por meio da disseminação midiática de paradigmas comuns e do consumo padronizado, de modo a negar o pluriculturalismo, o direito à autonomia dos povos originários, a diversidade religiosa, os movimentos sociais emancipatórios, a cultura como processo crítico de leitura e transformação da realidade."

Os protagonistas dessa história, daquele momento mágico, eram o indígena Paulinho Wai Wai (Terra Indígena Mapuera/PA) e os griôs-Mestres Chico Malta, de Alter-do-Chão (Movimento Roda de Carimbó - Ponto de Cultura da OCA - Santarém/PA), Mestre Zé do Boi (Boi Bumbá Flor do Campo - Pontão de Cultura GAM - Marabá/PA) e Mestre Zé da Viola (Folia de Reis - Ponto de Cultura A Bruxa Tá Solta - Rorainópolis/RR), reconhecidos em suas comunidades, pelo Pontão Ação Griô Regional Amazônia e pelo Ministério da Cultura. Foram à Feira PanAmazônica para compartilhar seus saberes, fazeres, sua oralidade, com a galera da Cultura Digital, uns "meninos" mágicos da cidade de Santarém(Coletivo Puraqué), e dessa roda de conversa tentar construir uma convergência, entre os dois saberes, de forma que dessa união, se possa encontrar um caminho que des-esconda para o Brasil e o mundo (por meio de sites, blogs, audio-livro, CD's, vídeos) esse rico material literário vivo, demasiado humano, uma vez que nossos mestres-griôs são bibliotecas vivas e, como apregoava o mestre do Teatro do Oprimido, Augusto Boal, a "Arte não é adorno, Palavra não é absoluta, Som não é ruído, e as Imagens falam, convencem e dominam. A esses três Poderes-Cidadãos não podemos renunciar, sob pena de renunciarmos à nossa condição humana."

Que bom que um outro mundo é possível, que uma outra leitura de mundo está sendo pensada, praticada, vivenciada e estimulada nos rincões do norte do Brasil. Que venha a XV Feira PanAmazônica do Livro, com um novo olhar, um novo pensar, uma nova prática, verdadeiramente democrática e popular. E que se cumpra, na próxima Festa da Literatura Amazônica, o dizer do escritor popular, lá das ribeirinhas do Afuá(Cajary), Juraci Siqueira, que fez chover trovas e poemas: "mais importante do que vender o livro é o encontro, circular, trocar figurinha, ver o trabalho d@ outr@, e estar próximo d@ leit@r."

Nota 1: Fiquei muito triste em presenciar, na penúltima noite da Feira PanAmazônico do Livro, o encurralamento, logo na entrada do Hangar Centro de Convenções, de alguns grupos mantenedores da cultura popular paraense, os quais haviam sido convidados para fazer um Cortejo, que acabou não acontecendo. Lá estavam com toda sua alegria e energia os Grupos de Capoeira Regional Caiçara e União Capoeira; Boi Caprichoso; Grupo Cultural Pará Nativo; Escola de Samba Deixa Falar; Companhia Etnias da Dança; e o Ponto de Cultura Piratas do Amanhã (da Escola de Samba Piratas da Batucada. Lamentável...

Nota 2: Visite o espaço digital do Mestre Chico Malta e veja seus vídeos-clip, baixe as músicas e cifras do CD Nas Entranhas da Selva http://puraque.org.br/estudiolivre/?p=121.

Nota 3: Em breve, todos os vídeos gravados durante a Feira PanAmazônica do Livro estarão no nosso Canal Youtube NossaCasa http://www.youtube.com/user/NossaCasadeCultura

por Jonas Banhos
Mochileiro Tuxaua Cultura Viva
www.jonasbanhosap.blogspot.com
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A Rádia Nossa Casa na XIV Feira Panamazônica do Livro em Belém do Pará

Príncipe dos Poetas e Presidente da APL o Mestre Alonso Rocha