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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Barca das Letras concorrendo ao Prêmio Anu 2013 da CUFA

O Prêmio é uma celebração que premia ações que acontecem dentro de comunidades carentes e que beneficiem e favoreçam a melhoria de vida dos moradores desses territórios.
A Biblioteca Itinerante Barca das Letras foi indicada para o Prêmio Anu 2013 da Central Única das Favelas(CUFA), concorrendo com mais quatro projetos do Amapá, aonde a Barca das Letras nasceu e vem crescendo!!! Idealizada e coordenada pelo arte-educador amapaense Jonas Banhos, a biblioteca navega por rios, comunidades ribeirinhas(quilombolas, agroextrativistas, indígenas, agricultores familiares, pescadores) do Amapá desde 2008, democratizando o acesso ao livro, à leitura e à literatura com crianças que vivem às margens de rios, igarapés, lagos, igapós amazônicos. Durante cada intervenção da Barca das Letras são desenvolvidas diversas atividades lúdicas(distribuição de livros, revistas e gibis; rodas de leitura; art&recilcagem; cantigas de roda; animação com o Palhaço Ribeirinho na Rádia Megafônica NossaCasa; oficina de fotografia; Lixo Cultural Sonoro; cinema animado com pipoca; pintação do sete; brincadeiras educativas; banhos de rio; exposição fotográfica) com o objetivo de atrair a criançada para o mundo mágico da leitura.



Para Jonas Banhos, “a indicação ao Prêmio Anu 2013 é um coroamento aos quase cinco anos de muito trabalho feito por vários voluntários e doadores do Amapá, Pará, Roraima, Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, que acreditam na nossa proposta de que a leitura prazerosa pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida de nossas amadas crianças ribeirinhas, e, consequentemente, para ajudar futuramente na preservação da nossa casa Amazônia, fixando-as em suas próprias comunidades, mantendo suas culturas tradicionais. A simples escolha para concorrer ao Prêmio Anu já é um grande presente às nossas afetuosas crianças que vivem às margens dos rios da Amazônia amapaense, muitas invisíveis aos olhos dos que vivem nas cidades, sobretudo, os governantes. O prêmio é pra elas, sem dúvida, atores principais desta linda e amorosa história toda!”
O Prêmio Anu 2013 é uma celebração que premia ações que acontecem dentro de comunidades carentes e que beneficiem e favoreçam a melhoria de vida dos moradores desses territórios. O prêmio Anu busca revelar aqueles que, apesar das dificuldades, interferem diretamente no dia a dia de suas comunidades com iniciativas para promoção do bem estar geral na busca de uma real integração social. A votação popular on line para escolha da melhor ação estadual(Anu Dourado) fica aberta até 30 de dezembro pelo site http://www.premioanu.com.br/projeto_voto.php?est=AP. No dia 31 de dezembro de 2012 será divulgada a melhor ação de cada estado. Os vencedores do Prêmio Anu serão convidados a participar da festa de entrega do Prêmio no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro.

fonte:
http://www.correaneto.com.br/site/noticias/34864

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

MochileiroTuxaua aporta Barca das Letras na Chapada Gaúcha(MG)


quarta-feira, 31 de outubro de 2012


Barca das Letras na Chapada Gaúcha(MG)


fotos: Jean Marconi

E a Biblioteca Itinerante Barca das Letras aporta neste sábado(3/11) na Comunidade Buraquinho, no município mineiro Chapada Gaúcha para estimular o prazer da leitura de forma lúdica com as crianças e moradores da comunidade, localizada no entorno do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, distante quatro horas de Brasília(DF).
 
Durante a ação, os arte-educadores voluntários da Barca das Letras, Jean Marconi e Jonas Banhos, desenvolverão várias atividades lúdicas com a criançada, como distribuição de livros, revistas e gibis; rodas de leitura; brincadeiras e jogos educativos; "Rádia" Megafônica NossaCasa Amazônia Livre, animada pelo palhaço Ribeirinho e seus ajudantes(da própria comunidade); pintação de sete; exposição fotográfica da cultura popular e cerrado vivo; art&reciclagem; cinema animado.
Esta é mais uma ação que conta com o apoio dos recursos do Prêmio Tuxaua Cultura Viva, concedido pelo Ministério da Cultura em 2010, ao arte-educador amapaense Jonas Banhos. Também recebe o importante apoio das lideranças da própria Comunidade Buraquinho, bem como da Secretaria Municipal de Educação e da Agência de Desenvolvimento Local, Integrado e Sustentável de Chapada Gaúcha (ADISC).

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Mochileiro Tuxaua na Comunidade Indígena Truaru(Roraima)

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A Biblioteca Itinerante Barca das Letras aportou nesta terça-feira (23) na comunidade Truaru, das etnias etnia Macuxi e Wapichana, localizada a 60 km de Boa Vista, na Terra Indígena Barata e Livramento (RR). Com o objetivo de democratizar o acesso ao livro, à literatura e à leitura prazerosa, as crianças da comunidade receberam, gratuitamente, com muita alegria, 160 livros, revistas e gibis arrecadados nas intervenções urbanas da Barca das Letras em Brasília e também na Feira de Ciências de Roraima, no último sábado (20), no Parque Anauá, em Boa Vista.

As várias artividades lúdicas aconteceram no Centro Comunitário e contou com a presença empolgada dos estudantes/professores/funcionários dos três turnos da Escola Indígena Rosa Nascimento. Todos participaram bastante da:


contação de histórias

roda de leitura e poesia

art&reciclagem

leitura na "Rádia Megafônica NossaCasa Amazônia Livre"(animada pelo Palhaço Ribeirinho)

brincadeiras educativas

Pintação do sete e da cara

cinema animado

diálogos com as lideranças locais sobre o recém divulgado Edital Prêmio Culturas Indígenas do Ministério da Cultura.

A Barca das Letras é uma ação do Movimento NossaCasa de Cultura e Cidadania, idealizada em 2008 pelo arte-educador amapaense Jonas Banhos, que estimula o prazer da leitura em comunidades originárias/tradicionais da Amazônia ao Chuí. É a segunda vez que a Barca das Letras vem a Roraima, e, desta vez, contou com apoio cultural dos recursos do Prêmio Tuxaua Cultura Viva 2010, concedido pelo Ministério da Cultura, e, ainda, com importantes parceiros locais, como o Coletivo Arteliteratura Caimbé(Edgar Borges), a Universidade Estadual de Roraima(Ivanize Rizatti), a SODIURR - Sociedade de Defesa dos Índios Unidos do Norte de Roraima(Lupedro Abel) e do professor Mario Belarmino(Diretor da Escola Indígena Rosa Nascimento).

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Barca das Letras no Quilombo da Mumbuca(Jalapão-Tocantins)

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Barca das Letras no Quilombo da Mumbuca(Jalapão-Tocantins), é um álbum no Flickr, clica aí em qualquer foto e boa viagem.


Mais uma mochilada cultural popular viva pelo interior rico e diverso deste imenso Brasil. Desta vez, a vivência de incentivo à leitura aconteceu nos dias 22 e 23/9, com as crianças da Comunidade Quilombola da Mumbuca, localizada no município de Materios, no Jalapão(Tocantins). 


A convite da jovem liderança da comunidade, Ilana Cardoso, levamos a Barca das Letras para animar a criançada da comunidade, com diversas artividades lúdicas.






















Uma vivência rica em aprendizados e potencialmente amorosa,  pois tivemos oportunidade de conhecer as crianças lindas e amáveis do quilombo; de vivenciar de perto os bastidores da linda Festa da Colheita do Capim Dourado, cujo objetivo é resgatar a história e 
a cultura da comunidade e, principalmente, incentivar a coleta seletiva e sustentável da matéria prima, dando continuidade aos modos tradicionais de produção do artesanato; e de re-encontrar e re-encantar-me com as cantorias e histórias da mestra griô Dona Santinha, que me acolheu(juntamente com sua família) com tanto carinho em sua casa.


Inclusive, Dona Santinha merece uma palavrinha a mais. Vamos lá:

Esta é a Dona Santinha da Alma, do Coração e do Capim Dourado.É uma doce guerreira extrativista do capim dourado do Jalapão e uma biblioteca viva da Comunidade Quilombola da Mumbuca. Há anos, Dona Santinha vem guardando dentro de sí os saberes, as cantigas e as poesias ancestrais herdadas de seus antepassados. E, seguindo a tradição oral, vem re-passando, com-partilhando esses saberes com amor e re-sistência às novas gerações.

É uma das mais antigas guardiãs do capim dourado, "porque antes tinha muito, agora já tem pouco". Não cansa de lembrar a todos que "o capim dourado é uma mãe pro Jalapão todo, não só pro Mumbuca, porque deu a condição do povo adquirir um fogão, uma cama, uma rede..." Dona Santinha tece o capim dourado, colhido uma vez por ano, para transformar em belas artes, que correm o Brasil e o mundo, nas mãos de turistas encantados com a beleza dos povos e da natureza viva, fervilhante e apaixonante do Jalapão.

Capim dourado
dourado pelo cerrado
dourado pra todo lado
dourado quer me dourar

Capim dourado
dourado pelo cerrado
dourado pra todo lado
dourado quero adorar

Capim dourado
dourado antes do tempo
tem a hora e o momento
de colher e de plantar
Capim dourado
nos dá tudo do sustento
quem faz dele o seu talento
tá cuidando pra ganhar

Capim dourado
douradinho de beleza
pelas mãos da natureza
a riqueza e o pão Jala

Capim dourado
é um fruto do cerrado
e o cerrado se cerrado
se queimar do que será
da gente que vive
que sonha ser contente
com fruto e futuro pela frente
quem sente é quem sabe cuidar


Vida longa à Dona Santinha,
nossa mestra griô do Jalapão,
da alma, do coração e do capim dourado!
Viva a Dona Santinha,
nossa Cultura Viva!!!


Para chegar na comunidade Quilombola Mumbuca é necessário muito esforço, uma vez que só carros tracionados (4x4) conseguem ultrapssar os 180 km de estrada de chão, cheia de buracos e areia e muito abandono por parte do Governo. Porém, um caminho repleta de natureza viva e linda, arte pura!!!






Mas enfim, depois de onze horas na ida e cinco horas e meia na volta, conseguimos realizar mais uma mochilada cultural no interior do Brasilzão, onde poucos artistas querem ou conseguem ir. Então, é preciso agradecer às pessoas que ajudaram na concretização de mais essa mochilada, vamos lá:

- ao Marcio da Rota da Iguana Turismo(http://www.rotadaiguana.com.br/) e ao empresário tocantinense Eudoro Pedroza(idealizador do Natal Solidário no Jalapão) por terem gentilmente me levado e trazido ao Quilombo Mumbuca;


- às jovens voluntárias quilombolas da própria comunidade Mumbuca, em especial à Rose e Claudiana;



- à equipe do Parque Estadual do Jalapão (PEJ) da Naturatins – Instituto Natureza do Tocantins , a bióloga Rejane e à Professora Adriana por terem contribuído na animação com a criançada;





- à caravana do Pacqto – Programa de Ação de Controle das Queimadas do Tocantins pela apresentação do teatro de bonecos na Barca das Letras;


- grato à Ilana Cardoso pelo convite.


E mais uma vez, grato a todos os doadores de livros, revistas, gibis, brinquedos e material escolar pra Barca das Letras, em Brasília. Sem essas doações, não seria possível alegrar tantas crianças!!!


Esta foi mais uma ação que contou com o apoio do Prêmio Tuxaua Cultura Viva 2010, concedido pelo Ministério da Cultura ao arte-educador Jonas Banhos pelo projeto Mochileiro Tuxaua Cultura Viva - Do Oiapoque ao Chuí.



De volta pra casa, em Brasília, resta-me daqui
as lembranças dos doces sorrisos e olhares
das crianças arteiras do Quilombo Mumbuca,
que vieram brincar na Barca das Letras,
as quais marcaram profundamente minh'alma

deixando em mim o ardente desejo de um breve,
alegre e amoroso re-torno!

Valeu galera,
té a próxima mochilada!!!

Jonas Banhos
mochileirotuxaua.blogspot.com.br
barcadasletras.blogspot.com.br