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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mochileiro Tuxaua no Festival do Pequi em Crixás/GO


A convite dos amig@s da cultura popular de Crixás/GO, Jean Marconi, Nel Maciel e Dayane Diaz vivenciei nos dias 29 e 30 de outubro o Festival do Pequi, que aconteceu por lá.

Foi a primeira vez que fui a Crixás e aproveitei para levar toda a estrutura da NossaCasa de Cultura e a Rádia NossaCasa para registrar a Festa a partir do olhar dos que fazem a cultura viva popular, como o grupo da Folia do Divino Espírito Santo lá de Crixás, que tive o prazer de conhecer durante o Encontro de Comunidades Tradicionais, realizado na Chapada dos Veadeiros/GO, em agosto último.

Só que, para falar a verdade, acabei indo pouco lá no Festival do Pequi, uma vez que fiquei frustrado quando soube que os grupos tradicionais de cultura popular da cidade não tinham sido convidados pela Organização do Evento. Em Crixás, os que estão no Poder parecem ter vergonha de sua própria identidade. Lamentável isso. Então, resolvi sacudir a poeira e dar a volta por cima e ir atrás da cultura de raiz de lá e conhecer as gentes lindas e importantes para a cultura de Crixás, e que não são devidamente valorizadas.

Assim, o Nel (filho de Tio Quim Maciel e Tia Ana, dois grandes incentivadores da cultura popular de Crixás, recentemente falecidos), meu gentil anfitrião, levou-me para conhecer suas três tias e um tio, pioneir@s de Crixás, que têm muitas histórias para contar e arte para mostrar. Como a D. Eula Ferreira de Batista, também conhecida por Tia Eula, de 77 anos. Cega de nascença, não foi aceita na escola, mas a falta de visão nunca lhe impediu de trabalhar. Já fez doce, foi vendedeira de doce e trabalhou de comércio. Com a idade, retomou as atividades artesanais com a palha do milho, que aprendeu na infância com a mulher de um chacareiro de seu pai, há mais de 30 anos. Tecendo e torcendo as palhinhas de milho, trazidas por seus vizinhos e amigos, diariamente na sala de sua casa histórica, tornou-se numa exímia artesã. De suas mãos, surgem belas cadeiras, bolsas, tapetes que enchem de orgulho toda sua família e aqueles que têm a oportunidade de vê-la. É um doce de pessoa, a tia Eula, nos enchendo de paz e esperança.

Crixás é muito rica culturalmente, para muito além do ouro explorado pela mineradora sulafricana, localizada no topo da serra da cidade. Folia do Divino, Festividade de São Sebastião, Catira. A Folia do Divino de Crixás estima-se que tenha mais de 150 anos e veio com os portugueses. Era divida em Folia do Sertão, Folia de Santa Rita e Folia de São Patrício. Como toda folia, tem a parte religiosa e a profana. É realizada sempre em junho.

Depois eu conto mais e posto as fotos. Té mais, sô!!!

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