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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Poesia engajada traz luz, paz e alegria para a Praça da República


Poetas, poetisas, artistas de Belém e do interior do Estado e até de outros Estados encontraram-se nessa bonita e ensolarada manhã de domingo (05/09), na Praça da República em Belém do Pará, para vivenciar um Sarau Matinal Cultural. O mote para o evento, foi o concorrido lançamento do livro Candeeiro do Tempo - Poemas, do escritor, jornalista e ativista Pedro César Batista.

O autor resgata trinta anos de poesias, numa coletânea comprometida com a luta do povo por terra, dignidade, resistência contra a ditadura, o reflorescer da liberdade até chegar à primeira década do século XXI. Para ele, "Candeeiro do Tempo é resistência em defesa da vida, da fraternidade, da solidariedade, da luta engajada e apaixonada pela vida, que busca iluminar as almas e os corações, os olhares, as pessoas para que sejam mais fraternas, mais justas e mais humanas."

O evento, realizado no Bar do Parque, conseguiu atrair a atenção dos que vivem na Praça da República, dos que lá trabalham e dos que por lá passeavam. Além dos escritores e poetas (alguns também trouxeram seus livros para expor e vender), várias pessoas tomaram coragem e assumiram o microfone da Rádia NossaCasa Amazônia, que cobria ao vivo o evento, e recitaram poesias, compartilharam suas histórias de vida e luta, o que iluminou ainda mais o Sarau, deixando no ar e embaixo das frondosas magueiras ao lado do Teatro da Paz, muita alegria e esperança, afinal:

Viver é sonhar
Semear a luz do novo tempo,
onde se possa sempre colher alegria.
(trecho do poema Luz da Vida de Candeeiro do Tempo)

Em breve, as fotos estão disponíveis em
http://picasaweb.google.com/home?hl=pt-br&tab=pq e os vídeos no Canal Youtube da NossaCasa http://www.youtube.com/user/NossaCasadeCultura.

por Jonas Banhos
Mochileiro Tuxaua Cultura Viva

sábado, 4 de setembro de 2010

Agenda da Mochilada Cultura pelo BrasilzÃO!!!


Caminhando pelas comunidades do Pará - até 6 setembro

Caminhando pelas comunidades Ceará - de 7 a 22 de setembro

Caminhando pelas comunidades do Pará (Ourém) - 23 a 27 de setembro

Caminhando pelas comunidades de Brasília - de 28 de setembro a 7 de outubro

Caminhando pelas comunidades do Amapá - de 12 a 17 de outubro

Caminhando pelas comunidades do Pará (Santarém) - final de novembro
Fórum Social PanAmazônico

Caminhando pelas comunidade de Roraima - aguardando Edgar Borges mandar cronograma

Festa do Divino Espírito Santo transborda alegria e espiritualidade


Aconteceu de 16 a 24 de agosto a Festa do Divino Espírito Santo em Mazagão Velho, no município de Mazagão, no Estado do Amapá. Graças à garra e luta das mestras D. Joaquina Barriga (88 anos), D. Odacina(93 anos), D. Ana Aires(já falecida) e D. Olga, a festa que veio com os antepassados africanos foi resgatada e vem se mantendo viva, já passando para as novas gerações, que participam ativamente da Festa, ocupando a importante função de festeiras (Imperatriz, Paga Fogaça, Trinchante, Pega na Capa, Varas Douradas e Alferes Bandeira), exercidas por crianças e adolescentes, o que assegura a continuidade da cultura popular.


Tradicionalmente, a Festa é organizada pelas mulheres, que arrecadam donativos, fazem a refeição para os foliões, rezam ladainhas em latim, cantam e dançam o Marabaixo. É o caso da Mestra D. Joaquina Jacarandá, a Puxadora de Folias, e da D. Carmosina, que há 20 anos participa da Comissão da Festa, exercendo a função de mantenedora, responsável por cuidar do Santo. Mas, os homens também participam, assegurando a batida forte e ritmada das caixas de Marabaixo e o tremular apoteótico da bandeira do Divino Espírito Santo. Um deles, é o jovem Caixeiro José Magno Reis, para quem "a festa é muito importante, pois expandi a tradição local para além da tradicional Festa de São Tiago, realizada no mês de julho, o que valoriza ainda mais a Comunidade de Mazagão Velho, berço da cultura do Estado do Amapá."


A Festa chegou ao fim com muita gengibirra (bebida típica das festas afroamapaenses, feita com abacaxi, gengibre e cachaça) e Marabaixo, com o povo caminhando e cantando pelas ruas, ocupando pátios, varandas e salas das casas dos moradores da Comunidade de Mazagão Velho, deixando um rastro de alegria e espiritualidade por toda a Comunidade, que tem mais de 239 anos de história e tradição popular.

Quem quiser mergulhar nas imagens da Festa é só visitar
http://picasaweb.google.com/jonasbanhosAP/FestaDoDivinoEspiritoSantoComunidadeMazagaoVelhoAmapa

Por Jonas Banhos - Mochileiro Tuxaua Cultura Viva - Do Oiapoque ao Chuí

Comunidade de Mazagão Velho(AP) festeja Nossa Senhora da Luz

Acontece de 1º a 8 de setembro a festividade em louvor à Nossa Senhora da Luz, na Comunidade de Mazagão Velho, município de Mazagão, no Amapá. Durante uma semana, a Comunidade festeja a Santa por meio de várias atividades, numa perfeita harmonia entre o religioso e o profano. São Alvoradas Festivas, Transladação da Imagem para a residência dos festeiros e Juízes, novenas, procissão, levantamento e derrubação do mastro, coleta de donativos com acompanhamento de folia, baile dançante, leilões e muito batuque pelas ruas da Comunidade.

As famílias Nunes e Alves foram escolhidas como as festeiras da Festa de Nossa Senhora da Luz de 2010, ficando com a importante missão de manter viva mais uma tradição popular, herdada de seus antepassados africanos. E assim, contribuir para a preservação da rica história da cultura popular da Comunidade de Mazagão Velho.

Folia de Nossa Senhora

Glória Ineceis! Deo!
Santo nome de Maria
Se Deus não viesse ao mundo
Ai de nós! O que seria?

Oh! Que dia tão alegre
Não há outro sem segundo
Nossa Senhora da Luz
Alegrando todo mundo

Que santinha é aquela
Toda coberta de com véu?
É a Nossa Senhora da Luz
Nossa Mãe lá no Céu

por Jonas Banhos
Mochileiro Tuxaua Cultura Viva
www.mochileirotuxaua.blogspot.com
www.jonasbanhosap.blogspot.com

Resultado do Microprojetos Amazônia Legal - Mais Cultura

Troquei idéia com a galera da COmunicação do Minc sobre a publicação do resultado do Microprojetos Amazônia Legal. Deve ser publicado nesta segunda-feira, 06/09. Segundo informaram, ocorreram "problemas com os arquivos enviados pela Funarte ao Diário Oficial da União. A lista dos projetos selecionados deve sair até segunda no DOU. Assim que publicada, vamos disponibilizar no site do Mais Cultura e do Ministério."

Aguardemos esperançosos então!!!

Entrevista do Palhaço Ribeirinho na Feira PanAmazônica do Livro em Belém

Compartilho entrevista à Rádio Tucupi, durante a Feira PanAmazônica do Livro, em Belém/PA. Falo sobre a (falta) de democratização do acesso ao livro às nossas comunidades ribeirinhas, cuidadoras da Amazônia, e de nossas bibliotecas comunitárias BArca das Letras, como alternativa simples de incentivar a leitura:

http://culturadigital.br/resistencia/2010/09/01/entrevista-jonas-banhos-ativista-do-amapa-e-palhaco-ribeirinho/

Boa leitura!!!

Corpo Santo inunda de beleza e afroespiritualidade ruas e praça de Belém


Corpo Santo inunda de beleza e afroespiritualidade ruas e praça de Belém
por Jonas Banhos

Como diz o poeta, todo artista tem que ir aonde o povo está. E foi exatamente isso que fez, na noite de ontem(03/09), a Companhia de Teatro Madalenas, que trouxe para a abandonada e maltratada Praça dos Estivadores, em Bélém, o espetáculo Corpo Santo, premiado pela Fundação Nacional de Artes - Funarte. A peça, concebida inicialmente para um espaço convencional, foi montada em um palco na calçada do Sindicato dos Auditores Fiscais - SINDIFISCO, que vem promovendo vários eventos culturais populares, numa saudável tentativa de ocupar a rua e a praça com arte e cultura.

Logo na abertura da noite cultural, os integrantes do Projeto Boi Orube (Ponto de Cultura Arraial do Saber), do Bairro Satélite, brindaram o público com um belo espetáculo de afrodança contemporânea, resultado de Oficina ministrada pela Professora Rose . E dessa forma, a Praça dos Estivadores, começava a ser transformada em um grande Teatro ao ar livre, atraindo a atenção de seus ocupantes habituais (moradores de rua), dos que por ali passavam e dos que vieram prestigiar o evento.

Para o Diretor da peça, Leonel Ferreira, foi "uma experiência fora do comum , pois vir para rua foi aproximar mais o espetáculo das pessoas. O artista fica sujeito ao cachorro que late, aos carros que passam, às pessoas que possam entrar na cena a qualquer momento. E pegar as pessoas de surpresa que estão passando e que páram para ver o que está acontecendo ali, isso é maravilhoso!" Foram onze meses de pesquisa e ensaio, sendo o primeiro monólogo da Cia, que fala dos sincretismos religiosos Afro-Ameríndios fortemente ligados a São Jorge e Ogum e a manifestações que se dão na Amazônia (umbanda, candoblé, tambor de mina), agregando a isso a Capoeira de Angola, Cantos Afros (cantarolados ao vivo, das janelas do casarão centenário) e um texto que fala do homem-herói-comum, chamado de Jorge, lutador de nossos mais profundos dragões. Coube ao jovem e talentoso ator Rodrigo Braga a interpretação orgânica- lúdico-poética de Jorge, para quem "apresentar o espetáculo na rua foi muito prazeroso, permitindo reinventar o meu fazer teatral. E, mais, perceber de que forma a rua transforma o espetáculo, redescobrindo novas estéticas."

O belo público que prestigiou o evento, sentado no meio da rua e espalhado pela Praça dos Estivadores, aprovou a proposta de re-ocupação da rua e praça histórica da cidade de Belém. Para o poeta e escritor Pedro César Batista, "estão de parabéns tanto as Madalenas quanto o SINDIFISCO, pois essa experiência significa a libertação da arte e a oportunidade do povo ter acesso à cultura, num espaço que merece ser cuidado."

Ogum iê! Saravá meu pai!

Em breve, vídeos e fotos aqui no blog e no Canal da NossaCasa no Youtube: http://www.youtube.com/user/NossaCasadeCultura

por Jonas Banhos (Rádi@ NossaCas@ Amazoni@ Livre)
Mochileiro Tuxaua Cultura Viva - Do Oiapoque ao Chuí